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Resolvendo
problemas na célula
Cada
líder enfrentará diversos problemas durante a reunião
e na vida do grupo. Normalmente serão pessoas que, pelas suas
atitudes, tenderão a obstruir o fluir de Deus no grupo. Para
proteger os membros e manter a integridade da célula o líder
deve restringir essas atitudes em amor, ciente de que ele está
ali, confirmado pela autoridade que lhe foi dada pela Igreja.
1.O
membro pecaminoso
A Palavra de Deus diz, em I Coríntios 5.13, que devemos ?expulsar
de entre nós o malfeitor?. Deus é muito zeloso pela Sua
santidade e também é muito zeloso pela santidade da Igreja.
Ele não permitirá, de forma alguma, o pecado no meio do
Seu povo. Cada líder deve saber que não basta haver crescimento
numérico, é preciso haver santidade!
Baseados em I Coríntios 5.11-13, dizemos que seis grupos de pecados
não podem ser tolerados:
Impureza ? Inclui todos os pecados sexuais
Avareza ? É o amor ao dinheiro
Idolatria ? Inclui feitiçaria, adivinhação, prognóstico,
consulta aos mortos, etc.
Maledicência ? Inclui calúnia, difamação,
infâmia, mexerico, fofoca, etc.
Bebedice ? Toda embriaguez provocada por bebida alcoólica, drogas
ou remédios
Furto ? Aqui inclui-se: ladrão, assaltante, chantagista, etc.
Como lidar com o pecaminoso?
O membro faltoso deverá primeiro ser admoestado pelo irmão
que testemunhou ou tomou conhecimento do erro. Se o faltoso ouvir e
abandonar o erro, o pecado deve ser coberto.
Se o membro faltoso voltar a pecar deverá ser admoestado pelo
líder da célula, em companhia da testemunha do pecado.
Caso o pecaminoso não mude de conduta e continue no pecado, o
líder deve entregar o problema para o discipulador, e este para
o pastor. Caso o irmão não ouça também os
pastores ele deverá ser convidado a se retirar da célula
até que resolva mudar de vida.
2.Aquele
que se acha mais espiritual que os outros
O supercrente, certamente, tentará impressionar o grupo com os
seus dons e poderes especiais. Ele sempre discorre sobre passagens bíblicas
difíceis e assuntos polêmicos. E, se lhe deixarem falar,
provavelmente criticará o líder do grupo, ainda que sutilmente,
procurando mostrar o quanto é mais capacitado e experiente.
Como lidar com esse tipo de membro?
Na hora do compartilhamento, o líder não deve encorajá-lo
a falar muito sobre suas experiências. Deve também procurar
redirecionar o assunto e dar oportunidade para outras pessoas opinarem.
E quando perceber oportunidade, deve conversar com a pessoa em particular,
mostrando-lhe os objetivos do grupo e o quanto ela pode ser útil
servindo os irmãos. Sutilmente, coloque-o para servir em algo
mais humilde, que trate com o seu EGO.
3.Aquele
que é discipulado à distância por líderes
de outras igrejas
Normalmente, esse tipo de membro estará sempre se referindo ao
conhecimento obtido fora da Igreja e assumindo uma atitude crítica
tanto em relação ao grupo quanto ao líder. Tais
pessoas podem trazer confusão e, até mesmo, levar a célula
a morrer.
Como lidar com esse tipo de membro?
Não permita que alguém com estas características
ensine no grupo, muito menos aos novos convertidos. Não admita
críticas contra a visão da Igreja, nem comparações
com o que acontece em outros lugares. Procure estar com ele a sós,
e mostre-lhe a necessidade de ter como discipulador alguém da
liderança da Igreja e não pessoas de fora.
4.Pastores
que vêm de fora
Depois que a Igreja cresce passa a atrair muitos pastores desgarrados
de outras igrejas. Geralmente, eles vão ao grupo e, sutilmente,
resistem à autoridade do líder tentando até mesmo
controlar a célula. Comumente, se utilizam do título de
pastor para causar impressão e ficam indignados quando não
são reconhecidos como pregadores.
Como lidar com esse tipo de membro?
O líder não deve se intimidar com o título de pastor
ostentado pelo irmão. Ao contrário, deve procurar mostrar-lhe
que ele é bem-vindo no grupo, mas somente será reconhecido
como pastor ali, depois que a Igreja reconhecê-lo. Cabe também
ao líder mostrar ao irmão que em nossa Igreja valorizamos
a função e não o título. Por outro lado,
o líder não deve permitir que monopolize a Palavra de
Deus durante o tempo de compartilhamento.
5.O
irmão muito falante
É aquele que procura monopolizar o tempo de compartilhamento.
Normalmente opina sobre todos os assuntos, ainda que não os conheça
a fundo. Conta longas histórias ou ilustrações
que não têm nada a ver com o que está sendo discutido
e muda de assunto o tempo todo. É muito imprudente em seus discursos:
fala de situações íntimas que não deveriam
ser compartilhadas no grupo e, geralmente, mata a reunião quando
abre a boca. Este tipo de irmão atrai a antipatia dos irmãos
e costuma ser rejeitado.
Como lidar com esse tipo de membro?
O líder deve ajudar o irmão falante a se expressar dirigindo-lhe
comentários do tipo: ?Parece que você tem experimentado
muitas coisas, mas o que gostaríamos de saber é o que
Deus falou com você hoje, nesta reunião?. Se ele persistir
em sua digressão, o líder deverá confrontá-lo,
dizendo: ?Para que os outros também possam compartilhar, por
favor, resuma a sua conclusão em trinta segundos?. O líder
deve mostrar amor e paciência, sem rejeitar o irmão.
6.A
pessoa que é antiga na Igreja, mas que ainda não lidera
Normalmente, as pessoas mais antigas que não atingiram posição
de liderança tendem a participar do grupo de forma inconstante
e sem compromisso. Pessoas desse tipo, quando participam, são
difíceis de ser lideradas e sempre pensam que, por serem mais
antigas, devem ter uma posição diferente. Comumente são
saudosistas e se referem ao passado como ?os bons dias?. Por se referir
ao passado como sendo melhor que hoje, tais pessoas produzem discórdia
no grupo.
Como lidar com esse tipo de membro?
Não se deve dar nenhum tratamento especial a tais pessoas. O
líder deve enfatizar, constantemente, que tempo de Igreja não
faz de ninguém um líder. No tempo de compartilhamento
estimule o tal irmão a falar sobre o que Deus está fazendo
em sua vida hoje, e, quais são os seus alvos imediatos em Deus.
Desafie-o a entrar na visão e a ser um ministro!
7.O
crítico da visão
Tais pessoas inicialmente serão muito sutis, mas no decorrer
do tempo expressarão suas opiniões acerca da liderança
e da Igreja. Talvez apenas façam expressões de ironia
e sarcasmo quando algum líder for mencionado na reunião.
Estas pessoas, além de fazerem com que um espírito de
divisão e sectarismo penetre no grupo, podem também se
tornar um tropeço na vida da Igreja.
Como lidar com esse tipo de membro?
Quando ele expressar suas críticas, o líder deve dizer
ao grupo que todos ali têm liberdade para fazer suas críticas;
todavia, a célula não é o lugar apropriado para
isso. Quem tiver críticas e/ou ?sugestões? a fazer, faça-as
pessoalmente aos líderes. Se o irmão insistir diga que
se todos concordarem anotará as críticas e entregará
pessoalmente ao pastor principal. O líder deve mostrar ao grupo
que todos têm liberdade de dar sugestões construtivas e
trazer novas idéias, mas que as críticas negativas devem
ser abolidas.
8.Anfitriões
que não são hospitaleiros
O anfitrião é uma pessoa muito importante no contexto
da reunião da célula. Um anfitrião que freqüentemente
está ausente no dia da reunião, pode ser um grave problema.
Existem aqueles que, pela idade e temperamento, tendem a manipular o
grupo e se julgam no direito de falar o que bem quiserem, a qualquer
hora. Pessoas assim podem impedir o fluir de Deus nas reuniões
e, conseqüentemente, destruir o grupo.
Como lidar com esse tipo de membros?
O líder deve admoestá-lo amorosamente e mostrar-lhe o
seu papel no grupo. Deve também conscientizá-lo tanto
sobre o dom da hospitalidade, quanto sobre os benefícios que,
na Bíblia, são prometidos aos que recebem a Igreja em
sua casa. Se os problemas continuarem, a única alternativa é
mudar o grupo de residência.
9.Crianças
destruidoras
Esta é uma situação delicada que o líder
deve administrar com muito cuidado e paciência. Uma repreensão
pública pode ser danosa e inibir os pais de levar os filhos à
reunião. Por outro lado, tolerar por muito tempo o problema pode
causar muito desgaste aos anfitriões.
Como lidar com esse tipo de membros?
Se os pais da criança forem novos no grupo todos devem exercitar
a paciência e procurar contornar o problema segurando as crianças
de uma maneira a demonstrar insatisfação. Caso seja um
grupo maduro a melhor alternativa é uma orientação
pública sobre o problema. Separe uma reunião para falar
sobre o papel de cada um na célula e o dever dos pais de cuidar
dos seus filhos.
10.O
grupo se recusa a multiplicar
Existem muitas causas para este problema. A primeira é que os
membros se tornaram confortáveis demais na companhia uns dos
outros. Eles se apegam fortemente a esses relacionamentos e não
querem deixá-los. Alguns chamam essa doença de koinonite.
A segunda causa desse problema é que as pessoas experimentaram
um grande mover na sua célula e agora temem que esse mover desapareça
no novo grupo.
Como lidar com esse tipo de membros?
Nas duas situações mencionadas anteriormente a solução
é relembrar a todos a visão da multiplicação
e mostrar-lhes a necessidade da salvação das vidas. Todos
precisam estar cientes de que a unção é boa; mas
que ela existe para o propósito da multiplicação.
A comunhão é boa, mas também só tem sentido
quando gera fecundidade e produz filhos.
11.A maioria dos membros da célula
não está indo à celebração de domingo
Depois que uma Igreja transiciona-se completamente para o modelo de
igreja em células, um fenômeno poderá ocorrer: as
pessoas começarão a preferir as reuniões da célula
que as reuniões de celebração aos domingos. Os
motivos podem ser muitos, mas o mais comum é a distância.
Na medida que a Igreja cresce as células vão ficando cada
vez mais distantes. Mas, às vezes, a causa é que não
há estacionamento no prédio da igreja, o trânsito
é ruim, os cultos são muito lotados e até mesmo
o horário do culto pode ser um problema numa área particularmente
perigosa.
Como lidar?
O líder deve observar se essa situação é
fruto de descompromisso com a igreja local. Se esse for o caso os membros
devem ser seriamente exortados. Todavia, se a causa for qualquer um
dos motivos mencionados, não há muito o que fazer. Toda
igreja precisa crescer em quantidade, qualidade e também em estrutura
física.
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